quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Corridinho na sua Alma Algarvia



Apesar de ser um estilo de dança que se baila também no Ribatejo e no Alentejo, o Corridinho é sobretudo uma dança algarvia!
Nascido nos primeiros anos do século XX na Europa Ocidental, o Corridinho é uma dança antiga que teve como origem a dança de cortejo polca-galope (classificada como dança de salão) e reflete aspetos de danças citadinas adaptadas pelo povo.
Foi introduzido no Algarve por um espanhol, Lorenzo Alvarez Garcia, ao cortejar a jovem louletana Maria da Conceição, dedicando-lhe La Azucena (uma polca).
Foi também através do acordeão (que chegou ao Algarve nos finais do século XIX), que nasceu o Corridinho. As danças de salão (polcas e mazurcas) estão em voga e passam a ser interpretadas neste instrumento, em bailaricos do campo, ao lado dos velhos sarilhos e bailes de roda.
O Corridinho é bailado em duas partes: o Corridinho propriamente dito e o Rodado (orientado em sentido inverso ao corridinho). Quando a segunda parte da moda é mais mexida e o parceiro de feição, abandonam-se os passos conhecidos e o par rodopia sempre no mesmo lugar, num passo denominado escovinha.
O corridinho é bailado com os pares sempre agarrados, formando uma roda: as raparigas por dentro e os rapazes por fora. Ao girar da roda, os pares evoluem de lado. A certa altura, “quando a música repica, o bailho é rebatido”, isto é, os pés batem no chão com mais vigor, parando a roda, para prosseguir de seguida.
Depois, os pares valseiam, ou seja, bailam agarrados girando no mesmo lugar, a roda retoma a sua evolução, sempre para o lado direito.
O “Rei dos Corridinhos do Algarve” é a Alma Algarvia da autoria do Mestre José Ferreiro e faz parte de quase todos os Ranchos Algarvios.


















sábado, 7 de março de 2015

Lenda das Amendoeiras em Flor...


Pois era uma vez, há muitos e muitos séculos, antes de Portugal ter nascido para a história do mundo… Então, ainda o Al-Gharb pertencia completamente aos Árabes ou Mouros (como nós lhe chamamos, por terem vindo da Mauritânia) e possuía a sua zona de maior importância na região de Al-Faghar, cuja capital era a sumptuosa e remota Chelb, a cidade de Silves
Reinava, com toda a fama da sua valentia e com a força do seu poderio, o famoso Ibne-Almundim, guerreiro protegido excepcionalmente por Alá, porque nunca conhecera a derrota. Era muito novo, sim, mas já o consideravam, e com toda a razão, o mais temido dos reis mouros do seu tempo. O mais temido e o mais destemido de todos eles!
Ora, aconteceu um dia que, entre os prisioneiros de uma terrível batalha, surgiu uma linda princesa, muito loira, de olhos azuis e de porte altivo. Um tipo de beleza que, na verdade, o rei mouro nunca vira até então.
E logo mandou que a trouxessem à sua presença.
— Como vos chamais?
Ela olhou-o serenamente. E serenamente respondeu:
Gilda, Senhor. O meu nome é Gilda.
Foi a vez dele sorrir. Um sorriso confuso.
— Gilda? Que nome estranho!...
Depois, num repente, inclinou-se para ela.
— Melhor é que vos chame apenas «a bela Princesa do Norte»… Gostais?
Gilda limitou-se a retorquir, num leve encolher de ombros.
— Sou vossa prisioneira, Senhor…
Fez uma breve pausa e rematou, entre dois suspiros:
— Vossa prisioneira… e vossa escrava.
Mas ele ergueu-se e exclamou com voz emocionada:
— Enganais-vos!... A partir deste instante, sois livre… inteiramente livre!
E abarcando com o olhar e com a voz todos os outros que o rodeavam, ajuntou em tom forte e autoritário, para que o escutassem bem:
— Libertem-na!... Que ninguém se atreva a tocar-lhe!... Ela poderá ir para onde quiser e fazer tudo quanto lhe apeteça! Ouviram?... Compreenderam?... Espero que sim!
Depois, num gesto de galanteria, voltou-se para Gilda e disse, já com voz branda:
— Senhora… Como vedes, não sois mais prisioneira nem escrava… Mas continuais a ser «a bela Princesa do Norte»!
Um sorriso bonito aflorou aos lábios de Gilda. Sorriso de gratidão e de simpatia. E também de confiança. Foi a sua resposta. A sua única resposta. E poderia ser melhor?...

E o certo é que esse rei, alegre e folgazão, valente e dominador, passou a andar taciturno, apreensivo, com largas crises de mau humor. Havia qualquer coisa nele que não era habitual. Andava obcecado por um pensarnento. Pensamento que ardia no seu íntimo e que o devorava lentamente, muito lentamente.
O rei mouro sentia o desejo, a necessidade de voltar a ver Gilda, de lhe falar, de a ouvir… E esse momento não se fez demorar muito…

Foi encontrá-la, preparando-se para voltar à sua terra.
Ele não escondeu a tristeza que o invadia.
— Sempre teimais em ir embora, bela Princesa do Norte?
Gilda voltou a sorrir o seu sorriso bonito. Bonito e meigo.
— Não é teima, Senhor. É unicamente a vontade de voltar à minha terra...
Ele aproximou-se mais.
— E é assim tão forte... tão grande, essa vontade… que não vos deixa ler nos meus olhos aquilo que os meus lábios não se atrevem a dizer?
Surpreendida (ou fingindo-se surpreendida), Gilda olhou de frente para o rei mouro. Olhar profundo, investigador.
— Como, Senhor?... Que dizeis?... Não vos compreendo...
Ibne-Almundim, o invencível rei mouro, corou como se fosse um simples garoto enamorado. E a sua voz tremeu.
— Pena tenho que assim suceda... Mas a verdade é que deveis possuir alguma coisa de magia... Mesmo longe de mim vos tenho sentido perto, Gilda!
Ambos suspiraram. Depois ele perguntou vagarosamente.
— Ouvistes como eu disse agora o vosso nome... Gilda?
E ela ruborizou-se também, e a sua voz tremeu.
— Pareceu-me tão doce, que quase não o conheci...
O rei mouro ganhou de súbito novos entusiasmos. As suas mãos prenderam as mãos de Gilda.
— E quereis saber porquê?... Disse o vosso nome mais com o coração do que com os lábios!
Um murmúrio saiu dos lábios de Gilda:
— Senhor...
Mas já ele, revigorado pela esperança, deixava que a febre do amor se apossasse da sua voz e dos seus gestos.
— Para quê disfarçar, Gilda?... Eu não quero... eu não posso deixar-vos partir... Ficai, Gilda, ficai! Peço-vos! Vós sereis minha mulher!

E desde então se diz que se realizaram por tal motivo festas de um aparato invulgar. O casamento de lbne-Almundim, o jovem e poderoso rei mouro do Al-Faghar, com Gilda, a bela e cativante Princesa do Norte, atraiu gente de todos os lados. Chelb viveu horas extraordinárias de alegria e de prazer. Vieram preciosas oferendas. Vieram trovadores e músicos de terras distantes. Vieram bailarinas de corpos esculturais, que enfeitiçavam os olhares dos homens.
Tudo isso durou vários dias e várias noites, num crescendo de entusiasmo...

Foi precisamente no meio da festa do último dia, quando a alegria estava no auge, que o rei mouro deu pela falta de Gilda, a bela Princesa do Norte, que era já a sua esposa.
Ao primeiro momento de espanto seguiu-se uma crise violenta de fúria.
— Gilda! Gilda!... Onde está Gilda?
E como os outros o olhassem, sem responder, o rei mouro ordenou, num berro:
— Procurem-na, imbecis!... Descubram-na!... Ai de vós se não a encontrais, ai de vós!
Seguiu-se um tumulto enorme por todo o palácio. Apavorados com a ameaça do rei, os seus vassalos depressa deram com o paradeiro de Gilda, a bela Princesa do Norte...
Estava doente, quase morta, estirada no leito, ainda mais loura e pálida do que habitualmente e com os seus lindos olhos azuis inundados de lágrimas.
Mal tomou conhecimento do facto, Ibne-Almundim, como que tresloucado, correu a ajoelhar-se junto de Gilda.
— Senhora… dizei-me o que sentis… qual a doença que vos aflige… A custo ela conseguiu voltar a cabeça para ele. Os seus olhos quiseram sorrir, mas as lágrimas não deixaram. A sua voz quis ser forte e segura, mas vacilou e tremeu.
— Meu bom rei e senhor... não sei... não sei!... De súbito fiquei assim… Acreditai... Não sei porquê... mas pesa-me o coração... Pesa-me muito!... E custa-me a falar… Sinto que vou morrer!
Num brado de angústia, o rei mouro agarrou-se às mãos frias da sua bem-amada.
— Que Alá vos proteja!... É preciso que vos cureis, Gilda!... Sem vós, eu já não saberia viver!
Ela bem quis soerguer-se. Inutilmente. Caiu para trás, e a sua voz tornou-se ainda mais trémula e velada.
— Como eu vos agradeço, Senhor... Tendes sido bom, magnânimo.. Eu queria corresponder ao vosso desejo... Porém, tudo se acabou... Já nem tenho forças para me levantar daqui... Repito-vos, Senhor... Sinto-me morrer aos poucos...
E mergulhou numa prostração, que mais parecia a antecâmara da própria morte. Gilda deixou de ouvir. Nem as palavras, nem as súplicas, nem as lágrimas de Ibne-Almundim. Nada!

Num derradeiro recurso, o rei mouro deu ordem para que se reunissem urgentemente no palácio todos os sábios do reino. Eles vieram, sim, mas nada conseguiram. A bela Princesa do Norte não voltara a abrir os seus lindos olhos azuis. Tal como pressentira, continuava a morrer lentamente…
E quando o rei mouro, abatido, desalentado — vencido pela primeira vez na sua vida! — já não tinha mais qualquer esperança e chorava sozinho a sua dor, vieram dizer-lhe que um velho prisioneiro, também das terras do Norte, antigo súbdito do pai de Gilda, queria falar-lhe. Primeiro disse que não, que não queria ver pessoa alguma. Depois hesitou, interrogando-se a si próprio: E se ele soubesse algo a respeito da doença de Gilda?... Então mandou que entrasse.
E um velho, mirrado pelo sofrimento e pela idade, mas ainda altivo e de olhar profundo, avançou até junto de Ibne-Almundim.
— Sei o que vos aflige, rei dos mouros. E poderei ajudar-vos... Não por vós, que fostes um tirano para o meu povo... Mas por ela, a minha linda princesa!
O outro olhou-o desconfiado.
— E que sabes tu de doenças, para a poderes salvar, quando os outro já fracassaram? És sábio, também?
O velho sorriu levemente e retorquiu com galhardia.
— Não sou sábio, não, Real Senhor... Sou poeta!
O punho fechado do rei mouro descarregou um soco violento sobre o braço da cadeira em que se sentava.
— Poeta?... E para que me serve a poesia neste momento?
Ousado, o velho prisioneiro deu um passo em frente e a sua voz não perdeu a calma. Pelo contrário, tornou-se mais segura.
— Para vos abrir os olhos, Senhor, já que teimais em tê-los fechados diante da luz da Verdade...
Furioso, o rei mouro levantou-se.
— Que dizes?
E foi ele que avançou agora para o velho prisioneiro. Severo. Ameaçador. Cruel.
— Pois escuta. Já que pensas assim, vou propor-te um dilema. Se salvares a rainha, ficarás livre para sempre e encher-te-ei de ouro, de muito ouro... Mas se não a salvares, espera-te a morte mais horrível que possas imaginar!
Espantosamente calmo, como se nada fosse com ele, o velho poeta das terras do Norte disse apenas:
— Estou pronto, Senhor. Levai-me junto da minha princesa.
Aturdido por tamanha confiança, o rei mouro não hesitou nem mais um momento. E conduziu o velho pelos corredores do palácio, até à alcova onde Gilda agonizava, morrendo aos poucos...

Ambos ficaram olhando a bela princesa adormecida. Olhando em silêncio. E em silêncio pensando: Que imagem maravilhosa, apesar do cenário de dor que a rodeava! Pálida e loira, parecia um anjo adormecido!
Ainda em silêncio, o velho poeta das terras do Norte avançou devagar, debruçando-se sobre Gilda. Assim esteve alguns minutos. Rezando? Meditando? Esperando?... Não se sabe... Sabe-se, sim, que ao fim desses minutos de dramática expectativa, Gilda reabriu os olhos. E voltou a sorrir! E voltou a falar!
— Meu pobre poeta, também tu!... Isto é mal que não tem cura, com certeza! Não achais?
E a voz do velho poeta, calma, serena, encheu todo o aposento:
— Não, princesa, não acho. Estais enganada. O vosso mal tem cura, mas não são os sábios que o podem curar... São os velhos poetas como eu.
E logo, afastando-se, fez um sinal a Ibne-Almundim para que o seguisse até ao terraço. Ainda mal refeito da surpresa, sem saber que pensar ou dizer, o rei mouro assim fez.
— Sabeis, Senhor, qual é o nome desta doença?
O outro olhou-o ainda mais surpreendido e confuso.
— Não… Não sei.
O velho poeta suspirou profundamente antes de continuar.
— Pois chama-se nostalgia, Senhor... Nostalgia! ... Ou seja, a minha bela princesa tem saudades da neve do seu país distante... Da neve que nesta altura do ano enfeita de branco os campos e as terras até onde os olhos podem alcançar…
Voltou a suspirar e ultimou com autoridade o seu pensamento:
— São essas saudades que a vão matando, Senhor!
Quase tímido, o invencível rei mouro perguntou, estupefacto e receoso:
— Saudades do seu país? Saudades da neve?
— Sim, Real Senhor... Saudades!... Mas eu conheço o remédio para tal nostalgia, ainda que vos possa parecer estranho.
Num impulso, o rei mouro agarrou-o.
— Diz... Diz depressa!... Correrei a buscá-lo! E não terei descanso até o alcançar!
Mas o velho poeta voltou a sorrir.
— Não é preciso correr, Senhor… Basta que mandeis plantar em todo o vosso reino, e muito especialmente aqui, diante do palácio, muita amendoeiras... E quando as amendoeiras florirem as suas flores brancas darão a ideia da neve aos olhos saudosos da princesa — e ela curar-se-á.
Semicerrando os olhos, como que numa prece, Ibne-Almundim acentuou com uma voz já repleta de fé e de alegria.
— Que se faça o que propões e que Alá te escute!
E tudo aconteceu como previra o velho poeta. Quando a Primavera chegou, as amendoeiras em flor plantadas por todo o reino de Chencir pareciam neve cobrindo os caminhos, e os campos, e as colinas!...
Ajudada pelo braço forte do rei mouro, Gilda acedeu a levantar-se e assomar à janela do terraço. Mas logo quedou espantada, estática, mal podendo acreditar no que os seus olhos viam.
— Será possível?... Isto é neve… a neve de que eu tinha tantas, tantas saudades!... Como isto é lindo! E como eu sinto ganhar forças, de repente!
Agarrou-se amorosamente ao braço de Ibne-Almundim.
— Sim, meu rei e senhor bem-amado... Já não tenho medo de morrer… Já não me pesa o coração... Já me sinto como era antigamente!
E emocionado também, estreitando-a num amplexo de amor, ele afirmou, com júbilo sincero:
— Estais curada, Senhora, que eu bem vejo! O velho poeta tinha razão e Alá ouviu as minhas súplicas!... Daqui em diante, acreditai, o nosso amor será eterno!
Deixando-se enlaçar docemente, Gilda, a bela Princesa do Norte, confessou baixinho:
— Tendes razão, meu senhor!... Somente me posso mostrar grata se vos dedicar um amor eterno! E eu prometo...
Mas nada mais conseguiu dizer. As restantes palavras fundiram-se num beijo grande e profundo. Num beijo de verdadeiro amor!

Ajunta ainda a voz da tradição que todos os anos a rainha e o rei esperavam alvoroçadamente pelo maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor — que substituíam assim a neve das terras do Norte. E que viveram sempre felizes e amorosos. E que o velho poeta chegou a ser um dos vultos de maior relevo na remota e sumptuosa Chelb, capital opulenta de um reino de poesia e de sonho, agora oculto entre os tesouros do passado...






quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

LEGO… dá asas à imaginação!

Tudo começou em 1895 quando o mestre carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen adquiriu uma loja de artigos de madeira em Billund, onde ganhava a vida a Construir casas e mobiliário para os fazendeiros da Região.
Os efeitos da Grande Depressão fizeram-se sentir no modo de vida daquela comunidade dinamarquesa, em que poucas pessoas construíam novas casas ou mobilavam as existentes. Por este Motivo, Ole Kirk começou a construir versões em miniatura dos seus produtos, que foi a inspiração para produzir brinquedos manufacturados, comercializados entre 1932 e 1960.
Em 1934, a Empresa de Brinquedos de madeira, em Crescente Expansão, adoptou o nome LEGO (Que significa brincar Bem em dinamarquês).
Em 1948, a LEGO lança (mas com pouco sucesso comercial) uma gama de tijolos coloridos denominados LEGO Mursten ou Tijolos. A novidade neste produto é que as peças podiam ser empilhadas, encaixando e desencaixando umas das outras.  Em 1949, Olé Kirk produziu brinquedos em plástico, sendo um deles um camião constituído por várias peças que tinha opção de montar e desmontar.
Foi através da participação de Olé Kirk numa Feira de Brinquedos em 1954, e de um potencial comprador estrangeiro que procurava um brinquedo que atendesse as diversas faixas etárias, estimulando a imaginação, criatividade e o desenvolvimento de crianças de todas as idades, que este conceito conseguiu integrar no mundo do comércio. O produto foi lançado em 1955 com o nome LEGO System of Play.
Apenas em 1958 o projecto do clássico "tijolo" foi desenvolvido, onde foi melhorada a capacidade de encaixe e uma maior versatilidade das peças, o que rapidamente fez disparar as vendas e tornou o sistema LEGO no brinquedo mais popular da Europa Ocidental.
Em 1960, a empresa deixou de produzir brinquedos em madeira. Em 1961, o Sistema LEGO chegou aos Estados Unidos da América, e foram introduzidas as primeiras rodas LEGO (o que permitiu montar carros, camiões e outros veículos). Foram lançados os primeiros conjuntos de brinquedos para o segmento pré-escolar.
Entre 1963 e 2004, a matéria-prima de fabrico dos blocos LEGO foi substituída por um plástico de melhor qualidade. (Peças fabricadas nesta altura ainda mantêm como suas formas e núcleos e são compatíveis com peças fabricadas quarenta anos depois). Em 1964, são introduzidos os primeiros manuais de instruções e sugestões de montagem.
Em 1969 foi lançada a linha DUPLO, um sistema com peças maiores para crianças mais pequenas. Em 1972, lançou os conjuntos de barcos e navios.
As Minifigs (com braços e pernas articulados) foram lançadas em 1978, integraram vários conjuntos e permitiam Construir Cidades detalhadas. Em 1984 passaram a integrar no reino de cavaleiros, cavalos e conjuntos de castelos. Em 1979 foi lançado o LEGO Space, com astronautas, foguetes espaciais, aeronaves, veículos lunares. Em 1989 foi Lançada a linha LEGO Pirates, com embarcações, ilhas, piratas e tesouros escondidos.
Recentemente, o grupo LEGO é uma empresa que conta com mais de dez mil funcionários e que vende os seus brinquedos intemporais em mais de cento e quarenta países. É um brinquedo popular por passar de geração em geração, e é recomendado por educadores e terapeutas (da pré-escola à Universidade). Influencia áreas como a robótica, a arte, a socialização e a exploração espacial.