domingo, 22 de setembro de 2013

Vila Real de Santo António em Click

Vila Real de Santo António foi fundada em 1774, por vontade do Marquês de Pombal, perto da foz do Guadiana. A cidade foi construída de raíz em apenas dois anos, segundo o padrão iluminista do século XVIII, caracterizado pela planimetria, altimetria e volumetria.
A vila começou a ser construída em 1774 com base num processo de pré-fabrico e estandardização, técnicas que a Casa do Risco das Obras Públicas empregava desde a reconstrução de Lisboa, ficando em Agosto do mesmo ano concluída toda a parte destinada à Sociedade das Pescarias.
Foi rápida a sua construção, pois assim o exigiam as contingências da política face a Espanha e a vontade férrea do Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I (1714-1777). Iniciada a marcação do plano da cidade em 2 de Março de 1774, em 6 de Agosto estavam já concluídas as Casas da Câmara e da Alfândega, os quartéis e iniciava-se a Igreja.
O final do séc. XIX e as décadas seguintes foram de prosperidade para Vila Real de Santo António. A presença de sardinhas e de atum nas águas do litoral algarvio transformaram a vila num importante centro conserveiro, enquanto o seu porto era demandado pelos barcos que subiam o Guadiana para carregar o minério extraído nas minas de São Domingos. A comprovar o seu dinamismo e riqueza refira-se que foi a primeira localidade do Algarve a ter iluminação a gás (1886).

O rigor arquitectónico do Marquês de Pombal está ainda hoje integralmente presente e integrado no eixo urbano. A Praça Marquês de Pombal em conjunto com as históricas ruas pombalinas tece a principal área comercial da cidade. Na Praça encontramos um obelisco central, quatro torreões delimitando os vértices e o edifício da Câmara Municipal e Igreja Matriz.
Marquês de Pombal em escultura
Vista para a Avenida, a rua do Comércio 
Avenida: escoamento de Pluviais
Da Marina para a Praça Marquês de Pombal
Caminhando para a Marina

Comércio local...Atreva-se!

Nova imagem do Centro da Cidade: bancos inscrição de poesias de António Aleixo
Praça Marquês de Pombal
Pescando do Jardim...com vista sobre Ayamonte!
Sob a Marina...com vista para a zona histórica


Locais a visitar
Igreja Matriz; Arquivo Histórico (Situado no Torreão Sul, foi durante muitos anos detido por particulares, servindo de habitação e local de comércio, e passou a integrar a Rede Nacional de Arquivos em 1999. O Arquivo Histórico Municipal é uma instituição de relevante importância para a reconstituição e para o estudo da história local, contribuindo para a preservação da memória colectiva do concelho de Vila Real de Santo António. Exposição permanente sobre a pesca do atum e as industrias conserveiras de VRSA); Centro Histórico (Para apreciar o plano urbanístico de Vila Real de Santo António é necessário passear pelas suas ruas. Importa começar pela Praça Marquês de Pombal, coração da vila, de empedrado radiante a partir do obelisco erguido em 1776. Ela contém três dos principais elementos urbanos do séc. XVIII: a igreja, a Câmara Municipal e antiga Casa da Guarda. Depois devem percorrer-se alguns quarteirões, erguidos já por iniciativa particular, mas em que é ainda aparente um formulário arquitectónico. A linha de fachadas da Avenida da República, delimitada por dois torreões e contendo o edifício da antiga Alfândega, de largo portal, frontão triangular, é o final do percurso). Praias do Concelho de Vila Real de Santo António (Manta Rota, Praia Selvagem de Cacela Velha, Praia de Santo António, Baia de Monte Gordo).
 


Noites d' Encanto

A primeira edição das “Noites d´Encanto”aconteceu este ano (2013) em Cacela Velha. Trata-se de uma organização conjunta da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Ibérica Eventos e Associação de Defesa do Património de Cacela, apresentando uma programação carregada de simbolismo.
Os finais de tarde em Cacela Velha,convidaram à tertúlia na tenda berbere situada no centro da aldeia, junto à nora, com temas tão variados, como os “Jogos e a convivialidade no al-Andaluz” ou o “Algarve Medieval”.
Enquanto no recinto os artesãos originários de diferentes países (Portugal, Marrocos, Tunísia, Argélia, Egito, Paquistão, Espanha) irão dar vida ao mercado, com produtos tão diversos como tapetes, lâmpadas, acessórios de decoração, chás e especiarias, ou trabalhando ainda ao vivo as artes que herdaram do legado islâmico.

Cacela Velha é dominada pelos sons, cheiros e cores do Mediterrâneo, com a gastronomia a ter um lugar de destaque, desde o kebab, aos clássicos da cozinha marroquina (couscous, tajines, espetadas de carne), até ao chá e doces árabes.













Festa de Alcoutim



“Em tempos longínquos... entre Alcoutim e Sanlúcar... havia-se estabelecido um extraordinário intercâmbio comercial de gado grosso, cavalar e muar…”

 A travessia do Guadiana era feita a nado e o local da Feira era na Fonte Primeira, hoje conhecida como Praia do Pego Fundo. Ali se concentrava todo o gado português e espanhol para a Feira e para o negócio que se lhe seguia.

A Guerra Civil espanhola de 1936/39 interrompeu bruscamente as relações intensas entre as duas povoações ribeirinhas.

Terá sido com base nesta Feira secular, que nasceu primeiro a Feira e Festa de Alcoutim e mais tarde unicamente as Festas de Alcoutim."

Com entrada livre, realiza-se anualmente no mês de Setembro e dura cerca de 3 dias.
A par dos tradicionais festejos, com espectáculos musicais, fogo preso e aquático e actividades desportivas no rio Guadiana, a autarquia, entidade organizadora do evento, promove um variado programa de actividades, todas elas relacionadas com os temas a que estão subordinados aos cinco dias de festa.
O baile à antiga acontece todas as noites, pelas 22 horas, antes dos concertos principais.
A discoteca no cais, anima as madrugadas, que terminam com o tradicional cacau  no Rio…