segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Feira da Praia em Vila Real de Santo António

Esta feira remonta ao ano de 1774 (data da fundação de Vila Real de Santo António), conhecida desde sempre por este nome, denominação originária do local da sua realização (frente aos areais do rio Guadiana). O objectivo da sua realização foi o alargamento social e económico da vila, para promoção das pescarias. Entre os primeiros fregueses da feira, destacavam-se os espanhóis de Ayamonte, como ainda se verifica nos dias de hoje.
Tem lugar anualmente em Vila Real de Santo António, de 10 a 13 de Outubro. Distribui-se ao longo da Av. Da República e da Praça marquês de Pombal, acolhendo milhares de visitantes, na sua maioria espanhóis, que no dia 12 (feriado em Espanha) se deslocam ate à nossa feira e comércio local para efectuar as suas compras.
Na avenida e ruas transversais, todos os cafés e restaurantes adaptam o seu cardápio ao gosto de nuestros hermanos. As restantes lojas da avenida também se preparam com artigos extra para o volume de visitantes que esperam por estes dias…
Na Praça Marquês de Pombal, podemos encontrar queijos e enchidos de vários pontos do país, produtos gourmet da nossa região, frutos secos, bacalhau, frutas e legumes a peso. Na Avenida da República, podemos comprar desde loiças a tapetes, cobres, sombrinhas (os paraguas que tantos espanhóis levam), roupa, calçados, electrodomésticos, utensílios de cozinha, entre tantas outras variedades. Não podia faltar as barraquinhas tipo taberna para petiscar, o pão com chouriço caseiro e as roulottes das farturas e dos waffles…

Existem ainda carrocéis para todos os gostos para os miúdos e graúdos…

Nuestros Hermanos a almoçar nas esplanadas dos nossos cafés

Na Praça Marquês de Pombal, comerciante de frutos secos
Mel da região de Tavira na Praça Marquês de Pombal
Produtos gourmet à venda na Praça Marquês de Pombal
"Conservas Gourmet"
Pastelaria Regional de Maria Almerinda Pereira, Alcoutim 
Pastelaria regional de Maria Almerinda Pereira 
Bancada de Bacalhau, na Praça Marquês de Pombal
Os "Paraguas"
Loiças na feira 
Farturas Bejenses
Tenda de flores
Cobres de Évora
Polvo assado da Fuzeta

Doces para miúdos e graudos
O nosso comércio local
Peças decorativas
Cobres de Évora
Waffles,crepes e espetadas de fruta com chocolate
O tradicional assador de castanhas, sinal da chegada do Outono
Visitantes na feira

Famílis Mateus e visitantes na feira
Diversões para os mais pequenos
Algodão doce para os miúdos e graudos

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nos bastidores do Queijo do Azinhal...

Numa tarde muito bem passada, visitámos o Queijo do Azinhal! Trata-se de uma pequena queijaria tradicional que nasceu há quatro anos, através de uma iniciativa da ANCCRAL (Associação Nacional dos Criadores de Caprinos da Raça Algarvia), com o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim. Situa-se no Centro Multiusos, logo à entrada do Azinhal.
Por aqui, produz-se da forma mais artesanal possível (dentro da legislação em vigor), sendo  a matéria-prima principal o leite de cabra recolhido apenas nos pequenos produtores locais seleccionados. O queijo fresco, queijo fresco com oregãos e o Iogurte fresco de cabra (ainda pouco divulgado) são os produtos de primeira qualidade que a Queijaria do Azinhal tem para nos oferecer.
Fomos muito bem recebidos pela responsável da queijaria, a Engª. Ana e pela restante equipa. A Ana disponibilizou-se imediatamente para nos explicar e mostrar todos os pormenores do fabrico, sem nos "esconder" um único pormenor. O que encontrámos foi uma excelente equipa de trabalho, num ambiente muito descontraído.

QUEIJO FRESCO
Para a produção do queijo fresco, é utilizado leite de cabra da melhor qualidade possível, cardo e sal marinho artesanal de Castro Marim (ver post Salinas de Castro Marim). 
A composição do leite de cabra varia de acordo com a raça, as diferenças genéticas dentro da mesma raça, a alimentação, a época do ano, o estado sanitário do animal, entre outros factores. Estes pormenores vão influencia a consistência e o sabor dos produtos finais.
O fabrico dos queijos resulta da combinação entre a Arte e a Ciência, sendo a Ciência um instrumento ao serviço da Arte. Trata-se de um processo que compreende várias operações, desde a produção do leite à expedição do produto para o mercado.
Matéria-prima utilizada no fabrico dos queijos
O processo de fabrico do queijo começa por se adquirir o melhor leite de cabra. Seguidamente o leite sofre um processo térmico de pasteurização (a 75ºC) durante alguns segundos, para que os microrganismos patogénicos sejam eliminados.
A etapa seguinte é a coagulação, onde é adicionada à matéria-prima o cardo. Este fica a actuar durante cerca de 40 minutos (o qual tem que ser mexido de vez em quando, tradicionalmente, dissolvendo a coalhada),para que se separe a coalhada do soro. O leite vai arrefecendo lentamente. A introdução de sal marinho de Castro Marim pode ser efectuada em diversas fases, favorecendo a libertação do soro (apesar destes produtos possuírem um baixo teor de sal).
Depois, é colocada uma determinada quantidade de massa na mão da queijeira, que é levemente prensadas em forma de bola, e colocada em aro, que origina um queijo com cerca de 180g. São colocados em tabuleiros de rede, para escorrer o restante soro, e conservados no frigorífico a 4ºC. Estão bons para consumo (sem perigo de azedar passadas poucas horas) após cerca de 12 a 16 horas no frigorífico a escorrer a esta temperatura. Retiram-se dos moldes, coloca-se o selo de qualidade e estão prontos para venda.
Conservação dos queijos e dos iogurtes naturais de cabra

QUEIJO FRESCO COM OREGÃOS

O queijo fresco com oregãos (delicioso...), é confeccionado do mesmo modo, sendo os oregãos adicionados à coalhada, bem escorrida, antes de prensar a massa e colocar nos aros. 




IOGURTE FRESCO DE CABRA

Já o iogurte fresco de cabra é uma boa opção para pessoas intolerantes ao leite de vaca. Delicioso ao natural, como opção pode-se juntar compota de morangos, fruta fresca, mel com ou sem frutos secos ou outros a seu gosto... 

Local onde os iogurtes são confeccionados
Todos estes produtos podem ser encontrados no local, em supermercados locais (como na charcutaria dos supermercados Corvo & Corvo de Vila Real de Santo António e Castro Marim), nos intermarchés locais, nas feiras tradicionais, entre outros. Para mais informações, ou para encomendas,  dirija-se ao local, no Centro Multiusos do Azinhal, ou contacte o 281495232, ou por e-mail: anccral@gmail.com
Vale a pena visitar e adquirir estes produtos! Para nós estão aprovados...



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mercado Semanal de Quarteira

Trata-se de um mercado realizado todas as Quartas-feiras de cada semana, ao ar livre, em que os comerciantes oferecem vários tipos de artigos. Artesanato, cortiça, madeira, cerâmica, artigos para o lar e vestuário. Por oferecer uma variedade de artesanato desenvolvido na região, este mercado é uma atracção para os estrangeiros visitantes.
Existe também a parte da fruta e da verdura, onde pode encontrar uma infinidade de produtos hortícolas a vários preços (é só escolher quem lhe faz o melhor preço)!

Local: A parte da fruta e da verdura situa-se junto à praia; a parte do mercado constituída por roupa, atoalhadas, bugigangas, artesanato, comidas e bebidas situa-se junto ao Lidl de Quarteira. Vale a pena visitar!


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Santa Luzia

 Com 430 hectares, esta é a freguesia mais pequena do concelho. Situada a cerca de 2 Kms de Tavira, esta vila carrega na sua essência os costumes e saberes das gentes do mar.
 Santa Luzia nasceu em 1577, por iniciativa dos pescadores, quando estes edificaram uma ermida dedicada a uma santa com o mesmo nome, mártir siciliana e protectora dos que sofrem dos olhos. Santa Luzia tornou-se, assim, a padroeira da freguesia.
A história da vila esteve sempre ligada ao mar. Inicialmente através da pesca por xávegas e anzol e, a partir de 1842 até meados do século XX, com o aparecimento da armação do Barril, por intermédio do copejo do atum. A partir de 1927, os pescadores começaram a dedicar-se à pesca do polvo com alcatruzes e covos, tal facto contribuiu para que, ainda, hoje, Santa Luzia seja considerada a "capital do polvo".

Hoje, ainda de natureza piscatória, esta freguesia vive, também, do turismo, com alojamentos, restaurantes e praias.