terça-feira, 22 de outubro de 2013

Paraíso na Terra…

A denominação actual do Rio Guadiana é proveniente da junção do vocabulário árabe para rio (Uádi), mais o nome dado ao rio pelos romanos (Anãs). Este foi a via natural de penetração de muitos povos no Sudoeste da península Ibérica, de que são exemplos os árabes e os romanos (por onde eram escoados os seus recursos minérios).
O Rio Guadiana nasce em Espanha, torna-se navegável entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, onde atinge uma largura entre 100 e 500m e a profundidade média é superior a 5m. A sua Foz situa-se no Oceano Atlântico, entre Vila Real de Santo António e Ayamonte. Fazendo fronteira entre Portugal e Espanha a Este recorta a paisagem natural das duas margens, deixando transparecer uma beleza inconfundível.
A fauna piscícola é muito variada, podendo encontrar sabogas, corvinas, enguias, eirós, robalos, lampreias, entre outros.
Este Rio também oferece grandes condições para a prática de desportos náuticos, para a pesca desportiva ou para um passeio de barco tranquilo.
A Ponte Internacional do Rio Guadiana, que liga Portugal com Espanha, foi construída em 1991. É a terceira maior do país a seguir à Ponte Vasco da Gama e à Ponte 25 de Abril. Possui um vão total de 666m, subdivididos em cinco vão parciais, sendo o central de 324m.

Para visitar este local, dirija-se à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim…

Vista da Reserva para Castro Marim

Pesca desportiva em pleno Rio Guadiana
Vista sobre a Ponte Internacional do Rio Guadiana

Pôr-do-sol visto através da Reserva do Sapal...espectacular!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Visita à Olaria Moncarapachense

Por ser uma arte que me fascina, para além de estar em vias de extinção devido à população não lhe dar o devido valor, decidi visitar os bastidores da Olaria Moncarapachense, na qual fui muito bem recebido pelos seus proprietários, que logo se disponibilizaram para me fazer uma visita guiada.
A Olaria Moncarapachense foi fundada em 1953 pelo Oleiro João de Deus Eugénio (que por sua vez já conheceu os seus avô, pai e irmãos a trabalhar na arte do barro). Este também conseguiu incutir (e muito bem, como vão ter oportunidade de ver) esta paixão aos seus filhos, que mantêm os valores tradicionais e artesanais da arte da olaria.
Na sua fundação, era uma pequena olaria, dedicada apenas a loiça de água, cântaros, enfusas, …ou seja, utensílios mais usados na época. Mais tarde começaram a fazer chaminés algarvias (como ainda fazem hoje em dia) e tubos de manilhas para as canalizações de águas da época (com o auxílio de novas maquinarias).
Em 1971, o Oleiro João de Deus viu-se obrigado a emigrar para França, para suportar os tempos difíceis. Aqui, teve oportunidade de trabalhar numa Olaria, na qual lhe deram oportunidade de aprender novas técnicas e formas de trabalho, assim como outros métodos de tratamento de matéria-prima e trabalhar com fornos de altas temperaturas mais modernos.
Em 1978, já com melhores condições de vida, voltou para Portugal, reactivou a sua Olaria e fez renascer o seu negócio com a ajuda dos conhecimentos que adquiriu na França. Nesta altura, os seus filhos juntaram-se a ele no fabrico e foi então que começou a produzir todo o tipo de peças.
Hoje em dia, encontra-se todo o tipo de peças nesta Olaria (desde as tradicionais às vidradas e decoradas à mão, de todos os tamanhos e numa infinidade de modelos).
Deixo aqui belas fotografias de alguns dos infinitos artigos vendidos nesta fábrica, e que vale a pena visitar. A escolha é vasta, o que deixa o visitante com a difícil tarefa de tomar a decisão de escolher… Também se fazem todo o tipo de peças personalizadas, incluindo painéis em azulejo (da dimensão que deseja e 100% ao seu gosto), criadas pelo filho do Sr. João Deus Eugénio, oleiro de serviço.
Visite este Mundo!
A Olaria Moncarapachense encontra-se na Rua do Carmo, 14, Moncarapacho. Se por acaso não os conseguir localizar, ou se pretender marcar alguma visita, ligue para o 289792128, ou por e-mail: olaria.moncarapachense@gmail.com.

Pode ainda visitar o website http://olariamoncarapachense.com/



Como se molda uma peça em barro?
Manilha das antigas...fabricada nesta olaria há muitos anos



Técnicas de pintura de peças
Vidragem de peças
Cozedura e vidrado das peças









segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Feira da Praia em Vila Real de Santo António

Esta feira remonta ao ano de 1774 (data da fundação de Vila Real de Santo António), conhecida desde sempre por este nome, denominação originária do local da sua realização (frente aos areais do rio Guadiana). O objectivo da sua realização foi o alargamento social e económico da vila, para promoção das pescarias. Entre os primeiros fregueses da feira, destacavam-se os espanhóis de Ayamonte, como ainda se verifica nos dias de hoje.
Tem lugar anualmente em Vila Real de Santo António, de 10 a 13 de Outubro. Distribui-se ao longo da Av. Da República e da Praça marquês de Pombal, acolhendo milhares de visitantes, na sua maioria espanhóis, que no dia 12 (feriado em Espanha) se deslocam ate à nossa feira e comércio local para efectuar as suas compras.
Na avenida e ruas transversais, todos os cafés e restaurantes adaptam o seu cardápio ao gosto de nuestros hermanos. As restantes lojas da avenida também se preparam com artigos extra para o volume de visitantes que esperam por estes dias…
Na Praça Marquês de Pombal, podemos encontrar queijos e enchidos de vários pontos do país, produtos gourmet da nossa região, frutos secos, bacalhau, frutas e legumes a peso. Na Avenida da República, podemos comprar desde loiças a tapetes, cobres, sombrinhas (os paraguas que tantos espanhóis levam), roupa, calçados, electrodomésticos, utensílios de cozinha, entre tantas outras variedades. Não podia faltar as barraquinhas tipo taberna para petiscar, o pão com chouriço caseiro e as roulottes das farturas e dos waffles…

Existem ainda carrocéis para todos os gostos para os miúdos e graúdos…

Nuestros Hermanos a almoçar nas esplanadas dos nossos cafés

Na Praça Marquês de Pombal, comerciante de frutos secos
Mel da região de Tavira na Praça Marquês de Pombal
Produtos gourmet à venda na Praça Marquês de Pombal
"Conservas Gourmet"
Pastelaria Regional de Maria Almerinda Pereira, Alcoutim 
Pastelaria regional de Maria Almerinda Pereira 
Bancada de Bacalhau, na Praça Marquês de Pombal
Os "Paraguas"
Loiças na feira 
Farturas Bejenses
Tenda de flores
Cobres de Évora
Polvo assado da Fuzeta

Doces para miúdos e graudos
O nosso comércio local
Peças decorativas
Cobres de Évora
Waffles,crepes e espetadas de fruta com chocolate
O tradicional assador de castanhas, sinal da chegada do Outono
Visitantes na feira

Famílis Mateus e visitantes na feira
Diversões para os mais pequenos
Algodão doce para os miúdos e graudos