sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Barros e Cerâmica no Mercado Semanal de Quarteira

Em visita ao Mercado Semanal de Quarteira (com uma grande variedade de artigos, desde atoalhados, vestuário, bujigangas, artigos de artesanato, comidas, bebidas,…), encontrámos este vendedor ambulante, o Sr. Francisco José Dias da Silva, acompanhado do seu filho e da sua esposa.
Residente em Mealhas – São Brás de Alportel, este é vendedor de peças de artesanato em barro e cerâmica, desde o mais tradicional até ao mais moderno. “É tudo feito à mão, são peças únicas! Algumas delas sou eu que escolho o desenho que é pintado!”, Diz-nos este vendedor, que adquire todas as peças directamente à fábrica (oleiros do Alentejo, Caldas da Rainha, entre outros). Arte até há pouco tempo em vias de extinção, está de novo a ser impulsionada, graças a pessoas como o Sr. Francisco José da Silva.
Os nossos turistas estrangeiros adquirem muito este tipo de peças, levando depois de recordação para os respectivos países de origem. Assim como os portugueses e os nossos restaurantes tradicionais, que cada vez mais adquirem este tipo de produto.
Os que mais se vendem de momento são os Galos de Barcelos, os assadores de chouriço, as taças e os tachos de barro. O Sr. Francisco possui uma grande variedade de artigos, para além destes.

Possui também artigos para restaurante (pratos para o bife à portuguesa ou para o bitoque e taças para o caldo verde, tachos de vários tamanhos, jarros e copos para vinho tinto, tudo em barro). Pode ser encontrado no Mercado de Quarteira, todas as 3ªs feiras, no Mercado de Vila Nova de Cacela, no de Moncarapacho, no de Castro Marim, entre outros. Estes são alguns dos artigos que o Sr. Francisco José da Silva vende, se não frequentar nenhum destes locais e pretender conhecer ou adquirir as suas peças, contacte o 917820148, ou dirija-se a Mealhas, São Brás de Alportel.










domingo, 27 de outubro de 2013

Lanche na Pastelaria “A Prova”, Azinhal




Indicados pela Ana da Queijaria do Azinhal, fomos até à Pastelaria "A Prova", também situada no Azinhal, para petiscar qualquer coisa à hora de almoço. Ficámos com água na boca com o que vimos, e com mais calma, voltámos pela tarde para tomar um café e provar uma daquelas iguarias da vitrine. A escolha foi difícil...
Depois do cafezinho, conversámos um pouco com uma das sócias, que imediatamente nos apresentou à restante equipa (foram muito simpáticas connosco!). Disponibilizaram-se para nos levar "onde tudo se passa"...
São três amigas que se conheceram já lá vão mais de 30 anos, altura em que começaram a fazer uns bolinhos juntas numa pequena zona de fabrico, com um forno de lenha instalado na rua, à chuva e ao sol. Eduarda, Madalena Gonçalves e Anabela Madeira apenas começaram a trabalhar como sócias e abriram ao público com as devidas condições em 1991 (já nesta altura tinham clientes fixos que as procuravam), com o apoio, formação e orientação da Associação In-Loco. Elas dizem: "engraçado que os clientes desde sempre nos procuraram!" Estas três amigas são o resultado do esforço, criatividade e do trabalho de um grupo de mulheres que conseguiram montar uma empresa de sucesso no Azinhal.
Adoçam a boca sobretudo aos que vêm de longe (Lisboa, Espanha, Inglaterra, Holanda...)para comprar os seus bolos. Encomendam e vêm cá buscar, ou então vêm de férias e fazem desvio para levantar as suas especialidades). Vendem ainda para todas as ocasiões (casamentos, batizados, restaurantes, cafés,...).
Vendem porta a porta na serra, nas feiras regionais e na sua Pastelaria, no Azinhal , onde se localiza o fabrico. 
O cliente que conhece "A Prova" nas feiras, ou ouve falar por intermédio de outras pessoas, acaba por ir à procura da pastelaria no Azinhal e torna-se cliente fiel!
As especialidades desta casa são o bolo de figo, a torta de alfarroba, o bolo de amêndoa, as felhozes, as broas, a empanadilha, os suspiros, entre outras especialidades, que só pode conhecer se visitar estas três sócias!
A pastelaria localiza-se no Largo de Santa Bárbara - Azinhal. Se pretender fazer alguma encomenda, contacte o 281495654. Aberto de 2ª a Sábado, das 9h00m às 19h00. Visite, vale a pena!
Clientes de toda a parte procuram estas fantasticas iguarias...

Especialidades: torta de alfarroba, torta de amêndoa, pastel de nata...

Bolo de cenoura com chocolate
Felhozes com mel
Especialidade algarvia: bolinhos de amêndoa
Telhas de amêndoa
O fabrico...
Tivemos oportunidade de ver como elas trabalham...

O mais tradicional possível!


Bolinhos de côco
O antes e o depois...

Bolinhos para o chá
Queijinhos de figo...a dose indicada para 1 pessoa...
Estrelas com amêndoa e figo cheio acabadinhos de fazer!

Alfarroba, amêndoa e figo...às camadas


terça-feira, 22 de outubro de 2013

O QUE SE PASSA NO ALGARVE?


Para que esteja sempre actualizado, aqui fica um link do Algarve Eventos onde pode encontrar a informação  sempre actualizada que um Turista ou um Residente necessita: links úteis de todos os municípios do Algarve (onde pode encontrar toda a informação necessária relativa ao respectivo concelho; calendário com todos os eventos que vão haver no corrente mês em todo o Algarve (em lista ou em calendário), concertos, feiras e mercados entre outros eventos...

http://www.algarv-e-ventos.com/pt/o-que-se-passa/lista-de-eventos


Se é fã de cinema, aqui fica um link para aceder sempre que necessário (pois está sempre actualizado) das estreias semanais e dos filmes que se encontram nas salas de Cinema de todo o Algarve (e do país)...

http://cinema.sapo.pt/em-cartaz/cinema/sbc-cinemas-forum-algarve

Esperamos que lhe seja útil e que consulte as vezes que forem necessárias!

Paraíso na Terra…

A denominação actual do Rio Guadiana é proveniente da junção do vocabulário árabe para rio (Uádi), mais o nome dado ao rio pelos romanos (Anãs). Este foi a via natural de penetração de muitos povos no Sudoeste da península Ibérica, de que são exemplos os árabes e os romanos (por onde eram escoados os seus recursos minérios).
O Rio Guadiana nasce em Espanha, torna-se navegável entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, onde atinge uma largura entre 100 e 500m e a profundidade média é superior a 5m. A sua Foz situa-se no Oceano Atlântico, entre Vila Real de Santo António e Ayamonte. Fazendo fronteira entre Portugal e Espanha a Este recorta a paisagem natural das duas margens, deixando transparecer uma beleza inconfundível.
A fauna piscícola é muito variada, podendo encontrar sabogas, corvinas, enguias, eirós, robalos, lampreias, entre outros.
Este Rio também oferece grandes condições para a prática de desportos náuticos, para a pesca desportiva ou para um passeio de barco tranquilo.
A Ponte Internacional do Rio Guadiana, que liga Portugal com Espanha, foi construída em 1991. É a terceira maior do país a seguir à Ponte Vasco da Gama e à Ponte 25 de Abril. Possui um vão total de 666m, subdivididos em cinco vão parciais, sendo o central de 324m.

Para visitar este local, dirija-se à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim…

Vista da Reserva para Castro Marim

Pesca desportiva em pleno Rio Guadiana
Vista sobre a Ponte Internacional do Rio Guadiana

Pôr-do-sol visto através da Reserva do Sapal...espectacular!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Visita à Olaria Moncarapachense

Por ser uma arte que me fascina, para além de estar em vias de extinção devido à população não lhe dar o devido valor, decidi visitar os bastidores da Olaria Moncarapachense, na qual fui muito bem recebido pelos seus proprietários, que logo se disponibilizaram para me fazer uma visita guiada.
A Olaria Moncarapachense foi fundada em 1953 pelo Oleiro João de Deus Eugénio (que por sua vez já conheceu os seus avô, pai e irmãos a trabalhar na arte do barro). Este também conseguiu incutir (e muito bem, como vão ter oportunidade de ver) esta paixão aos seus filhos, que mantêm os valores tradicionais e artesanais da arte da olaria.
Na sua fundação, era uma pequena olaria, dedicada apenas a loiça de água, cântaros, enfusas, …ou seja, utensílios mais usados na época. Mais tarde começaram a fazer chaminés algarvias (como ainda fazem hoje em dia) e tubos de manilhas para as canalizações de águas da época (com o auxílio de novas maquinarias).
Em 1971, o Oleiro João de Deus viu-se obrigado a emigrar para França, para suportar os tempos difíceis. Aqui, teve oportunidade de trabalhar numa Olaria, na qual lhe deram oportunidade de aprender novas técnicas e formas de trabalho, assim como outros métodos de tratamento de matéria-prima e trabalhar com fornos de altas temperaturas mais modernos.
Em 1978, já com melhores condições de vida, voltou para Portugal, reactivou a sua Olaria e fez renascer o seu negócio com a ajuda dos conhecimentos que adquiriu na França. Nesta altura, os seus filhos juntaram-se a ele no fabrico e foi então que começou a produzir todo o tipo de peças.
Hoje em dia, encontra-se todo o tipo de peças nesta Olaria (desde as tradicionais às vidradas e decoradas à mão, de todos os tamanhos e numa infinidade de modelos).
Deixo aqui belas fotografias de alguns dos infinitos artigos vendidos nesta fábrica, e que vale a pena visitar. A escolha é vasta, o que deixa o visitante com a difícil tarefa de tomar a decisão de escolher… Também se fazem todo o tipo de peças personalizadas, incluindo painéis em azulejo (da dimensão que deseja e 100% ao seu gosto), criadas pelo filho do Sr. João Deus Eugénio, oleiro de serviço.
Visite este Mundo!
A Olaria Moncarapachense encontra-se na Rua do Carmo, 14, Moncarapacho. Se por acaso não os conseguir localizar, ou se pretender marcar alguma visita, ligue para o 289792128, ou por e-mail: olaria.moncarapachense@gmail.com.

Pode ainda visitar o website http://olariamoncarapachense.com/



Como se molda uma peça em barro?
Manilha das antigas...fabricada nesta olaria há muitos anos



Técnicas de pintura de peças
Vidragem de peças
Cozedura e vidrado das peças