domingo, 12 de outubro de 2014

Calçada Portuguesa




Já existe calçada desde os povos tribais (como superfície que servia para execução dos rituais religiosos e de poder) e a profissão de calceteiro é uma das mais antigas. Destas as mais conhecidas são as romanas, executadas por escravos. Devido à prática de reaproveitamento da pedra para novas construções, são poucos os exemplares de calçada antiga que chegam aos dias de hoje.
A Calçada Portuguesa é considerada arte ou artesanato, é realmente portuguesa e surgiu pela mão do Rei D. Manuel I por volta do ano 1500.
As primeiras ruas calcetadas surgiram em Lisboa, mais notavelmente na Rua Nova dos Mercadores, devido às Cartas Régias de 20 de Agosto de 1498 e de 8 de Maio de 1500 assinadas por D. Manuel I.
A Calçada Portuguesa é uma arte que consiste no calcetamento com pedras de calcário e basalto (de formatos irregulares), de modo a formar padrões decorativos pelo contraste criado entre as pedras pretas e brancas.
O conceito da pavimentação encontra-se aliado ao valor do nacionalismo, que se expressa na busca do passado de signos, factos e mitos que se considerem marcos fundamentais da história de Portugal.
Deste modo, utilizam-se padrões tipicamente portugueses relacionados com atividades sócio-económicas: peixes, frutos, cereais, animais, artesanato e elementos sobre os Descobrimentos Marítimos (caravelas, sereias, cordas, conchas, ondas do mar, estrelas e esferas armilares).
Este tipo de calçada rapidamente se espalhou por todo o país, tendo apurado o sentido artístico, aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas nas zonas pedonais.
Esta arte já ultrapassa fronteiras, sendo solicitado mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro.



























segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tuk Tuk…uma Viagem no Tempo!





O passeio de hoje foi em três rodas, pelos caminhos mais secretos de Tavira…Já muito tínhamos ouvido falar do Tuk Tuk, finalmente experimentámos e excedeu as nossas expectativas!
O Tuk Tuk é um modelo de triciclo motorizado a pedais ou a tracção humana, com cabine para transporte de passageiros, muito utilizado em países em desenvolvimento, sobretudo no sul e sudoeste da Ásia.
Recentemente, alguns países europeus adoptaram o Tuk Tuk para fins turísticos, sendo um deles o nosso Portugal (de Norte a Sul do País).
Na cidade de Tavira, o Tuk Tuk é ainda muito recente, mas já procurado por muitos turistas. Se não conhece esta maravilhosa cidade, aqui fica uma excelente sugestão para conhecer os antepassados em todos os recantos desta cidade que “respira história”! Se é residente e pensa que já sabe tudo, podemos garantir que lhe escapou aquele pequeno detalhe que esconde uma lenda ou um acontecimento sobre os antepassados da sua cidade!
Em qualquer dos casos, arrisque! Apanhe um Tuk Tuk, escolha uma das ofertas que esta fantástica equipa tem à sua disposição e viaje no tempo na companhia do simpático e disponível Joaquim, o motorista e guia que desvenda todo o mistério em que a cidade de Tavira está envolvida…
Apanhámos o Tuk Tuk junto à Casa das Portas, junto à Ponte Romana e fomos “guiados” até às Quatro Águas para ver os flamingos. Fizemos o circuito das 3 colinas de Tavira (Santa Maria, Santa Ana e São Brás), passando por Igrejas como Santa Maria, Santiago, Nossa Senhora da Piedade, São Paulo, Matriz do Carmo, Ermidas de Santa Ana e de São Brás.
      Passámos junto à Igreja da Nossa Senhora do Livramento (Ermida forrada a azulejos, dedicada a São Lázaro e antigo hospital onde se “curavam” os leprosos), ao Convento das Bernardas (mandado construir por D. Manuel I em 1509), à actual biblioteca (antiga prisão), ao Quartel Militar Pombalino e à Praça Zacarias Ribeiro (onde estão a Igreja de São Francisco e a Igreja de São José). Passámos ainda pela Ponte Romana e Ponte antiga sobre o Rio Gilão, entre muitos outros locais de interesse…
Passámos ainda junto ao Castelo de Tavira, ao Quartel Militar Pombalino e a Praça Zacarias Ribeiro (onde estão a Igreja de São Francisco e a Igreja de São José). Passámos ainda pela Ponte Romana e Ponte antiga sobre o Rio Gilão, entre muitos outros locais de interesse…
Durante todo o percurso, o nosso guia deu várias indicações sobre os edifícios históricos, e despertou à atenção para muitos pequenos pormenores na cidade, entre eles as tradicionais portas ou janelas de reixa com formas geométricas (localizadas em moradias térreas, traduzem a preocupação pela ventilação e defesa da intimidade da habitação) as mãos de Fátima (aldrabas das portas mais tradicionais em forma de mãos), os tradicionais telhados de Tavira em forma de tesouro (cobertura de quatro águas francamente inclinadas, revestidas internamente com caniço e externamente com telha de canudo, provenientes dos tempos dos Descobrimentos), a gravura de D. Paio Peres esculpida na fachada do edifício da Câmara Municipal de Tavira, a extensão da Muralha do Castelo (hoje em dia uma boa extensão encontra-se tapada, devido à utilização da mesma como parede da própria habitação), o facto da população utilizar pedras da construção do Castelo para construir as paredes das próprias habitações, entre outros mitos e lendas “escondidas” nos recantos desta magnífica cidade.
Para descobrir mais, dirija-se ao Tuk Tuk, escolha um dos seus percursos que esta equipa tem à sua disposição e passe momentos únicos. Os percursos são o Tour (de 30 ou 60 minutos), o Tour Lovers (surpreenda a sua cara-metade com um passeio de Tuk Tuk com um momento especial), o Tuk Tuk & Boat, o Tuk Tuk + Horse Riding, o Tuk Tuk Tasting Vista ou gosto (conjugação do passeio com o restaurante) e o Tuk Tuk Tailor Made, para quem quer escolher o seu próprio percurso.
Para mais informações, dirija-se à Casa das Portas sobre a Ponte Romana, visite o website ou a página do Facebook e escolha a melhor opção: http://tuktuktavira.com/#one-page https://www.facebook.com/TukTukTavira?ref=ts&fref=ts